Mudança de Hábito

Matéria publicada no dia 21 de junho de 2020 no caderno Vida Saúde do Jornal A Crítica

Grupos de risco para o Covid-19 podem aproveitar o isolamento social para mudar o estilo de vida

Pelo menos metade dos brasileiros encontra-se em algum dos grupos de risco para a Covid-19, segundo estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). No entanto, algumas dessas comorbidades podem ser revertidas com a adoção de uma qualidade de vida mais saudável, como alimentação balanceada e prática regular de exercícios.


Esse grupo de risco trata-se de pessoas com doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, por exemplo e os pacientes com câncer diagnosticados há menos de cinco anos. Outros grupos que também estão altamente vulneráveis às complicações da doença são os pacientes em diálise ou outro tratamento para doença renal crônica, obesidade, asma moderada ou grave e tabagismo.


A médica cirurgiã-vascular Fabiana Lo Presti afirma que dentre as comorbidades que podem ser “controladas” estão a obesidade, pressão alta e tabagismo. “Ninguém fica feliz em saber que pode ser acometido dessa doença de forma mais grave, mas a situação deve servir como alerta para a mudança do estilo de vida de muitas pessoas. É hora de rever a alimentação e o sedentarismo, o que minimiza muito os riscos de complicação da doença”, assegurou.

Dentre os pacientes que podem mudar esse estilo estão os fumantes. A especialista admite que não é fácil eliminar o consumo de uma hora para a outra, principalmente em um momento de tanto estresse. “Nesse caso, é válido buscar a ajuda de um especialista, mesmo que remotamente ou por telemedicina. Vale ressaltar que o uso de cigarro compromete significante os pulmões, o que torna automaticamente um paciente de alto risco caso seja infectado pelo vírus”, afirmou.

Outro problema de saúde que pode ser controlado é a obesidade. “O isolamento social pode se tornar um marco para quem quer mudar a alimentação. Estar em casa é a oportunidade ideal para experimentar novas receitas e uma maneira mais saudável de consumir os alimentos. É hora de rever o uso de alimentos industrializados e ultraprocessados. Além disso, existem muitos exercícios que podem ser feitos em casa e que ajudam a diminuição do peso”, explicou a especialista.


Ainda de acordo com ela, os problemas relacionados à pressão alta também podem ser “controlados”. “A alimentação está diretamente ligada aos índices de pressão alta. Além disso, é sempre bom consultar um médico de confiança para que ele faça a análise da mediação usada para controlar a pressão”.

Outra orientação altamente divulgada pelas autoridades de saúde são relacionadas aos pacientes com outros tipos de comorbidade. Todos esses pacientes precisam de um acompanhamento constante para que não sofram com o agravamento de suas doenças. E como as outras pessoas no geral, precisam respeitar rigorosamente às orientações das autoridades de saúde, como o uso de máscaras, sair de casa somente em casos de extrema necessidade, respeitar o distanciamento mínimo de 2 metros entre as pessoas e reforçar a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel.


- Muitas das pessoas que estão em grupo de risco poderiam evitar isso (os obesos, pessoas que adquiriram diabetes, pacientes com pressão alta). Existe a possibilidade de cuidar mais da saúde revertendo isso e saindo desse grupo?


Mais de 50% da população adulta brasileira apresenta ao menos um dos fatores que aumentam o risco de manifestações graves da Covid-19, sugere estudo feito na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Se considerados apenas os adultos com menos de 65 anos, a proporção dos suscetíveis a complicações caso venham a se infectar pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) ainda é alta: 47%.


portadores de doenças crônicas [cardiovasculares, diabetes, hipertensão e doença pulmonar obstrutiva crônica] e os pacientes com câncer diagnosticados há menos de cinco anos. Os últimos estudos, porém, propuseram novos fatores: pacientes em diálise ou outro tratamento para doença renal crônica, obesidade, asma moderada ou grave e tabagismo”,


Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis do Ministério da Saúde) de 2018, realizado nas capitais dos estados brasileiros e no Distrito Federal, nota-se que a prevalência de diabetes (de 6,9% em 2013 para 7,7% em 2018) e hipertensão (de 21,5% entre os homens para 22,1%) variou pouco na população brasileira nos últimos anos, enquanto o número de fumantes diminuiu de 14,4% para 12,1%. Por outro lado, houve um crescimento considerável na proporção de obesos (de 17,5% para 19,8%) e de pessoas com doenças crônicas associadas ao envelhecimento.

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